/*TESTANDO NAVEGAÇÃO*/

20 de out. de 2008

RECORDAR É RELEMBRAR


Gostaria de aproveitar essa oportunidade para relembrar um fato que aconteceu comigo, no mínimo curioso. Quando tinha por volta de cinco ou seis anos de idade, dei um grande susto em minha família, simplesmente sumi por uma tarde. Quando apareci, lógico, tomei uns bons cascudos. Agora adivinhem senhores leitores onde eu passei essa tarde?

Bom, um coleginha meu, com idade entre nove e dez anos, estava estudando e eu sempre o “perturbava”. Queria que me levasse a sua escola e nesse dia finalmente ele concordou. Fui escondido, pois, minha mãe, muito zelosa, seguramente não permitiria que eu fosse acompanhado, apenas, desse meu amiguinho. Você deve estar se perguntado, o que é que eu tenho a ver com isso? Ocorre que no momento em que a professora Denise leu sua “história” de leituras para a sala do terceiro semestre de letras vernáculas da UNEB – Campus IV, e, em seguida nos propôs a atividade de também rememorarmos as nossas histórias de leitura, eu, agora com vinte e quatro anos, lembrei de imediato de uma historinha contada pela a professora desse meu colega. E ela contava com tanto gostoso, que até hoje, ainda tenho fleches distantes, daquele momento em que ela falava de um menino que era de madeira e que toda vez que mentia crescia o nariz...

Ouvi muitas outras histórias. Lembro-me das noites ao pé do fogão a lenha ou das esteiras jogadas ao chão da casa da minha saudosa vó, cheia de senhores, senhoras e da meninada, todos, atentos para escutá-la contar aqueles chamados “causos”. Acredito que nasceu ali o meu gosto por leituras, pois, como disse Fanny Abramovich: “Contar historia com paixão é uma boa forma de incentivar a leitura”.

Outro local, no qual, acredito ter encontrado incentivo a pratica da leitura foi à igreja. Quando a freqüentava, gostava bastante, de aos domingos ir à escola dominical, lá as professoras pediam para que lêssemos as histórias bíblicas, como as que me veio a memória agora: “Jesus e transformação de água em vinho”, Davi e o gigante Golias, José do Egito, Adão e Eva ,a arca de Noé , dentre outras.

Embora eu tenha vindo de família humilde, e a falta de dinheiro não possibilitasse a compra de livros, eu lia bastante o que tivesse: jornais velhos, revistas e principalmente, os livros didáticos ganhados na escola. Trabalhava carregando feira com carrinho de mão e tirava “alguns trocados”, para a compra de revistinhas em quadrinhos, como por exemplo, A turma da Mônica. Então, eu levava tudo isso para barraca de minha mãe na feira livre de Jacobina e fazia daquele local de trabalho dela, uma espécie de Biblioteca ao ar livre. Ficava lendo. Esse período foi muito interessante, algumas pessoas passavam e por curiosidade acabavam dividindo aquele momento comigo.

Infelizmente alguns de meus professores não me orientaram no sentido de apontar leituras pertinentes a minha idade, como os livros destinados ao público infanto-juvenil: João e Maria, Branca de Neve, Chapeuzinho vermelho entre outros. Estes, eu só os conheço através da TV, e agora através do componente curricular: O estético e o Lúdico na Literatura Infanto-juvenil, na universidade. Mas isso não vem ao caso nesse momento, o importante é que essas leituras, sejam elas direcionadas ou não, fizeram com que ler para me se tornasse um habito. Nesse sentido eu aponto como um exercício para aquisição do gosto pela leitura: “ler, ler e ler”.

Referências:

ABRAMOVICH, Fanny. Revista Nova Escola, Especial Leitura, p.39.

4 de out. de 2008

Poesia infanto-juvenil

Aniversário do Brasil!

Alegria, festa, samba.
Aniversário do Brasil!
Tem circo tem palhaçada
Coisa igual nunca se viu

Chama, chama a criançada.
Para pular, brincar, correr.
O vovô tirou o chapéu
E também veio me ver.

Sem sapato, pés no chão
Solto um grande balão
Se cair na mata? Assusta um leão
Na cidade? Um gatinho.
Pra não causar prejuízos
Vou comemorar quietinho

Mais que nada minha gente!
Assim disse o Betinho,
Vamos logo encher a pança
Com um bocado de docinhos

Só está começando a festa
Liberdade é o nosso lema
Vamos planejar seu fim,
Como os filmes do cinema.

Tudo fica bonitinho
Reina a paz, amor e carinho.
De zero a dez tua nota é mil!
Aplauso, aplausos meu Brasil.

2 de out. de 2008

Ser crinaça todo dia

SER CRIANÇA TODO DIA

Aniversário sem bolo é Brasil sem futebol, é circo sem palhaço,
Água azul do mar sereno sem ter brisa pelo ar.
É não ver numa criança uma inocência.
Um punhado de esperança.

Fruta boa o mamão, minha mãe me dá feijão.
Para o céu jogo o chapéu
Sussurrar, brincar, pular
Massa mesmo é viajar
Tomar mel mela o nariz
Coisa boa é ser feliz.
Sorte a minha! Quero bis.

Livre, solto sem sapato,
pés descalços? Liberdade!
Bola cheia, meu balão (objeto voador).
Jovem! Não importa a idade
Pirulitos, doces e balas. Fantasia de verdade.

Se brincar, estou em forma.
- De barril ou violão?
Pequeno, grande, alto ou baixinho.
Cor de mel é minha cor,
Cor da pele sim senhor!

Sossegado como um leão e deslumbrado quanto um gato
Desagradável? É ser um chato!
Desonesto é só ladrão?
Indispensável é minha família, meus amigos...
Sim! Meus livros também são.

No frio invento, me esquento nas fogueiras de São João.
Calor me lembra verão, sol, água e diversão.
Conforto? É paz no coração!
Desespero? É o trabalho.
Acabou o meu Domingo.

30 de set. de 2008

"A filosofia e a visão do mundo" (resumo)

PORCHAT, Oswaldo. “A filosofia e a visão comum do mundo”

Joel de Jesus Cruz ¹
Segundo Porchat, “dispor-se a filosofar é compreender “tudo” que o cerca e saber como ordenar sua visão de mundo”. Saber entender os discursos dos homens e seu próprio discurso. Julgar os produtos das artes, das religiões e das ciências. Sem, no entanto, esquecer dos que filosofaram anteriormente, pois, é por isso que temos a disposição uma literatura filosófica rica e diversificada. Nesse sentido, se dispor a filosofar é também saber entender as relações filosóficas e seus discursos, considerando os problemas e soluções levantadas. Perceber no seu estudo a pluralidade de seus conflitos, porque cada filosofia emerge opondo–se as outras, impondo-se como a única correta, argumentando em causa própria.
Dispor-se a filosofar, é também, abordar criticamente os discursos filosóficos, pois estes têm como lógica a retórica. Mas, se bem argumentado, pode-se tecer um discurso a favor ou conta qualquer ponto de vista filosófico, pois, seus discursos parecem importantes para resolver os problemas que eles próprios inventaram. Deste modo, o autor ver os discursos com certa desconfiança entendendo que são meros brinquedos dos filósofos com a linguagem e da linguagem com os mesmos, sendo ai, o momento que desespere a filosofar buscando um discurso critico, pois não deseja continuar procurando respostas aos problemas das próprias filosofias.
Nesse sentido, Porchat propõe um regresso à vida cotidiana dos homens, valorizando o não filosofo por entender que o não filosofo consegue compreender, julgar sobre diversos pontos de vista, os fatos e as coisas que o rodeiam, embora, não produza filosofia, pois esta usa uma linguagem distinta e propõem um olhar que tenta decifrar, analisar e compreender esses fatos e essas coisas.
“Porchat, portanto, propõem uma ruptura, ou seja, sai do pedestal filosófico e inseri-se no mundo humano”, mostrando-se insatisfeito com os métodos e critérios filosóficos para validar as soluções e problemas das filosofias ou propostas por estas. Segundo Porchat, “há no mundo dos humanos, um primado da prática e da ação sobre a teoria e o discurso”, e, portanto, introduzir-se aos problemas reais e angustiantes da vida comum é redescobrir o homem comum em nós, renunciando os discursos vãos.
Porém imerso no mundo humano, ele (Porchat) pode sim, “enquanto homem comum”, analisar com um olhar mais abrangente, a realidade vivida dia-a-dia e manifestar sua visão comum de mundo, sem ter que aderir a teorias ou preferências por doutrinas filosóficas, sendo, um resultado que se expressa inteligente e natural de um relacionamento com a realidade, e que essas visões tem muito em comum com as visões que os outros homens têm através das experiências adquiridas cotidianamente. Mas, que por outro lado, num discurso filosófico não é entendido por qualquer pessoa, é necessário que si tenha um dominho ou percepção do que é filosofia.
Portanto, o autor promove filosoficamente a visão comum do mundo, quando passa a pensar e refletir teoricamente o que na visão comum do homem era uma atividade espontânea ,“natural”. E, nesse novo empreendimento, assume a visão comum como um conhecimento, ao reconhecer como um saber, agora filosoficamente validos ao que se propõe como: “filosofia do reconhecimento do Mundo”.
Porchat, evidentemente, em seu discurso promove, portanto, uma nova maneira de se produzir filosofia, quando propõe uma inserção no mundo comum e uma discussão dos problemas acessíveis ou do conhecimento de todos. Dessa maneira, ao mesmo tempo em que ele passa a valorizar o não filosofo como sujeito de entendimento e enxergá-lo como “capaz”’ de proferi juízo de tudo o que o cerca, “coloca ou, recoloca” a filosofia no seu lugar de origem: quando essa busca compreender os fatos e as coisas que emergem, tanto do mundo físico, quanto do mundo humano, redescobrindo a vida comum que era deixada de lado numa tentativa de resolução de conflitos de pertencimento apenas no ponto de vista filosófico.
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¹ Graduando do curso de Letras vernáculas.
Universidade do Estado da Bahia- UNEB- Campus IV.

Partituras Musicais: Noite Feliz - Flauta Doce - Completa

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