/*TESTANDO NAVEGAÇÃO*/

31 de mai. de 2011

Ela é

Doce,
Reluzente,
Misteriosa,
Fascinante.
Solicita
Laços de
Sinceridade.
É assim a música
Perante os
Os seus amantes.
Do, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si

24 de mai. de 2011

Delírio

O Silencio da meia noite
Emudece meu falar
Enaltece minha critica
Aguça meu paladar

A crise vira reflexão
O sono vira insônia
O computador confessionário
O teclado meu companheiro
A tela minha esperança

A noite transforma-se em dia
Sem que eu adormeça
Mais uma vez fiquei acordado
Enquanto o resto roncava

Mas uma vez fiz poemas
Sem um pingo de sentido
Meu universo está pedido
Pretendo repensá-lo.

Dilemas e perguntas

O que dizer nas horas mais triste
Hora em que não se admite
Falar só por falar?

O que pensar
Quando o pensar já não interessa
E não há nada que o impeça
Prosseguir sem viajar?

O que fazer
Quando já não há nada
Que não se tenha feito
Quando o ser deixou de ser sujeito
Pra viver a questionar?

Não dou respostas
Pois são perguntas
Meio mundo de palavras juntas
Formando três incógnitas.

Alternativas para perguntas

Existem casos
Em que não se dar respostas,
Sugerem-se alternativas
Juntando meia dúzia de palavras.

Quando se está triste
Às vezes não se quer ouvir.
Talvez o silêncio...
Supra nesse momento
As mais de mil palavras
Que julgavas necessário proferir...

O agir sem pensar, nem sempre é prudente
Contudo, só pensar e não agir,
É viajar sem rumo
Ou seja, és como
Uma casa feita sem prumo.

Quando pesamos
Que já fizemos tudo.
Deixamos de pensar
Em novas possibilidades.
Passamos a questionar
O que já fora feito.

13 de mai. de 2011

A Chuva

O silencio foi quebrado
Com os pingos no telhado.
O poço amanheceu cheio.
A chuva havia caído a note inteira.
Há muito não se tinha tanta fartura,
Há muito não se via tanta alegria
A noite foi fria,
O dia continuou nublado,
Mas o clima não era pesado
Pelo contrário,
O rosto das pessoas resplandecia
O brilho antes ofuscado.
A chuva foi esperança,
O brilho seu resultado.
A chuva é esperança
Na seca dos condenados.

12 de mai. de 2011

Por um Fio

Testemunho a velocidade com que passam as coisas
Testemunho a ferocidade no desenrolar das coisas
Vivencio o desafio de viver em paz
De lutar contra aquilo cujo medo de perder é maior.
Perdi o dom de sentir piedade
Acostumaram-me a aceitar os desatinos como naturais
A guerra, a fome a violência entopem nosso cotidiano
E isso não é mais incomodo para a maioria dos seres
Que se auto denominam humanos.
Já não sei mais conceituar liberdade!
Chega de pensar que sou bom
A verdade precisa ecoar
Ninguém está livre do contagio.
O cheiro podre da banda podre
De uma parcela podre de nossa sociedade
Estar a contaminar toda nação
E não tem mais salvação
Alias, se queres salvar o mundo
Morra! E leve contigo tudo que julgares
Próprio para a cura de quem quer que seja,
Pois, a inversão de valores, certamente,
Os transformará em armas
E tu morrerás do mesmo jeito.

10 de mai. de 2011

Saudades

Como por magia
Encontrei-me de imediato
Ao rever as fotos, os seus retratos,
Quanta coisa veio à mente.
O me esquentar a beira do fogão a lenha
O cuscuz com carne que só a senhora fazia
O puxão de orelha quando eu merecia
As traquinagens de criança!
As águas que busquei,
As corridas de jegue que provoquei,
As quedas que levei!
Aquela vez que me cortei...
O medo de passar em frente a cemitério
A senhora dizer não tem mistério.
O cafuné que me fazia dormir na casa de farinha
Enfim, os anos passam, mas as pequenas coisas
E as grandes pessoas como você didinha, (vó)
Nunca hão de passar, desparece a matéria,
Mas seu espírito bondoso estará sempre conosco.
Saudades e agradecimento
É tudo que estou sentindo nesse momento.

Partituras Musicais: Noite Feliz - Flauta Doce - Completa

Partituras Musicais: Noite Feliz - Flauta Doce - Completa