/*TESTANDO NAVEGAÇÃO*/

30 de set. de 2008

"A filosofia e a visão do mundo" (resumo)

PORCHAT, Oswaldo. “A filosofia e a visão comum do mundo”

Joel de Jesus Cruz ¹
Segundo Porchat, “dispor-se a filosofar é compreender “tudo” que o cerca e saber como ordenar sua visão de mundo”. Saber entender os discursos dos homens e seu próprio discurso. Julgar os produtos das artes, das religiões e das ciências. Sem, no entanto, esquecer dos que filosofaram anteriormente, pois, é por isso que temos a disposição uma literatura filosófica rica e diversificada. Nesse sentido, se dispor a filosofar é também saber entender as relações filosóficas e seus discursos, considerando os problemas e soluções levantadas. Perceber no seu estudo a pluralidade de seus conflitos, porque cada filosofia emerge opondo–se as outras, impondo-se como a única correta, argumentando em causa própria.
Dispor-se a filosofar, é também, abordar criticamente os discursos filosóficos, pois estes têm como lógica a retórica. Mas, se bem argumentado, pode-se tecer um discurso a favor ou conta qualquer ponto de vista filosófico, pois, seus discursos parecem importantes para resolver os problemas que eles próprios inventaram. Deste modo, o autor ver os discursos com certa desconfiança entendendo que são meros brinquedos dos filósofos com a linguagem e da linguagem com os mesmos, sendo ai, o momento que desespere a filosofar buscando um discurso critico, pois não deseja continuar procurando respostas aos problemas das próprias filosofias.
Nesse sentido, Porchat propõe um regresso à vida cotidiana dos homens, valorizando o não filosofo por entender que o não filosofo consegue compreender, julgar sobre diversos pontos de vista, os fatos e as coisas que o rodeiam, embora, não produza filosofia, pois esta usa uma linguagem distinta e propõem um olhar que tenta decifrar, analisar e compreender esses fatos e essas coisas.
“Porchat, portanto, propõem uma ruptura, ou seja, sai do pedestal filosófico e inseri-se no mundo humano”, mostrando-se insatisfeito com os métodos e critérios filosóficos para validar as soluções e problemas das filosofias ou propostas por estas. Segundo Porchat, “há no mundo dos humanos, um primado da prática e da ação sobre a teoria e o discurso”, e, portanto, introduzir-se aos problemas reais e angustiantes da vida comum é redescobrir o homem comum em nós, renunciando os discursos vãos.
Porém imerso no mundo humano, ele (Porchat) pode sim, “enquanto homem comum”, analisar com um olhar mais abrangente, a realidade vivida dia-a-dia e manifestar sua visão comum de mundo, sem ter que aderir a teorias ou preferências por doutrinas filosóficas, sendo, um resultado que se expressa inteligente e natural de um relacionamento com a realidade, e que essas visões tem muito em comum com as visões que os outros homens têm através das experiências adquiridas cotidianamente. Mas, que por outro lado, num discurso filosófico não é entendido por qualquer pessoa, é necessário que si tenha um dominho ou percepção do que é filosofia.
Portanto, o autor promove filosoficamente a visão comum do mundo, quando passa a pensar e refletir teoricamente o que na visão comum do homem era uma atividade espontânea ,“natural”. E, nesse novo empreendimento, assume a visão comum como um conhecimento, ao reconhecer como um saber, agora filosoficamente validos ao que se propõe como: “filosofia do reconhecimento do Mundo”.
Porchat, evidentemente, em seu discurso promove, portanto, uma nova maneira de se produzir filosofia, quando propõe uma inserção no mundo comum e uma discussão dos problemas acessíveis ou do conhecimento de todos. Dessa maneira, ao mesmo tempo em que ele passa a valorizar o não filosofo como sujeito de entendimento e enxergá-lo como “capaz”’ de proferi juízo de tudo o que o cerca, “coloca ou, recoloca” a filosofia no seu lugar de origem: quando essa busca compreender os fatos e as coisas que emergem, tanto do mundo físico, quanto do mundo humano, redescobrindo a vida comum que era deixada de lado numa tentativa de resolução de conflitos de pertencimento apenas no ponto de vista filosófico.
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¹ Graduando do curso de Letras vernáculas.
Universidade do Estado da Bahia- UNEB- Campus IV.

Partituras Musicais: Noite Feliz - Flauta Doce - Completa

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