13 de dez. de 2010
12 de dez. de 2010
Temporal causa prejuízos à Filarmônica Juvenil Rio do Ouro
As fortes chuvas ocorridas na madrugada deste domingo (12/12/10) atingiram as dependências da Associação Aurora Jacobinense situada a rua professor Tavares 90, Centro de Jacobina. As águas invadiram principalmente, a sala onde estavam guardados os pertencesses da Filarmônica Juvenil Rio do Ouro causando, assim, bastantes transtornos.
A situação está caótica, todo o equipamento de som, que faz parte do quite multimídia adquirido com recursos do programa Ponto de Cultura, formam molhados e não se sabe ainda, quais as conseqüências dessa tragédia.
Todos os estojos com instrumentos que se encontravam no local estão encharcados de água, o que certamente, trará prejuízos com reparos de instrumentos e com a inevitável decomposição desses estojos. Contudo, lamenta-se mais ainda, a perda de diversas partituras, inclusive, de alguns arranjos e composições do saudoso Maestro e principal idealizador da filarmônica Juvenil Rio do Ouro, Amado Honorato de Oliveira.
Fontes não oficiais dão conta de que choveu no período de cinco horas,ininterruptas, cerca de 210 ml, provocando o aumento, considerável, dos níveis dos rios de Jacobina ( Itapicuru-Mirim e rio do Ouro). Além, de inundações em várias casas e destruições em muitos bairros da cidade. Mais informações acesse: http://www.brasilc.com/
http://www.noticialivre.com/
11 de dez. de 2010
OCUPAÇÃO DA UNEB IV Carta Aberta dos estudantes à população!
11/12/2010 às 5h39 - Nós, alunos da República Estudantil da Uneb - Campus IV, Jacobina, comparecemos, perante à comunidade estudantil da Uneb e à sociedade jacobinense, através desta Carta Aberta, para externar nosso repúdio à administração do Campus IV, bem como ao poder estatal, referente a forma com que estamos sendo tratados.
É de conhecimento de todos que a República Estudantil deste Campus foi criada para atender aos alunos mais necessitados de outras cidades, que, enfrentando enormes barreiras sociais, através de um esforço homérico, conseguem obter êxito no processo seletivo para ingressar no ensino superior. O recurso para manutenção de tal residência é subsidiado pelo governo do Estado e administrado pelo Campus. No entanto, há muito, nós estudantes não estamos sendo tratados com o devido respeito e o mínimo de dignidade para que prossigamos em nossos estudos. Em bem apertada síntese, segue, abaixo, alguns exemplos dos desmandos sofridos por todos nós:
- A administração do Campus chegou a alocar 23 (vinte e três) pessoas em uma residência de, apenas, 4 (quatro) quartos, sendo necessária a improvisação de um ambiente insalubre como a garagem automotiva para a viabilização do repouso de todos os alunos, bem como a separação de pessoas por sexo;
- A referida residência dispõe de dois banheiros e, constantemente, ao menos um fica indisponível para uso, sendo necessário revezamento constante para o uso do remanescente;
- A casa está em condições precárias. A insalubridade é tamanha que a umidade toma conta de todos os ambientes, devido a uma infiltração permanente, nunca de fato sanada, o que facilita a proliferação de fungos, ácaros etc. e o aparecimento de doenças bronco-respiratórias;
- O contrato de aluguel vence em março de 2011 e estamos ameaçados de despejo, visto que a administração do Campus IV incumbiu a nós a responsabilidade de encontrarmos nova residência para a República, com escritura, que comporte a demanda e cujo aluguel não ultrapasse pouco mais de R$ 600,00 (seiscentos reais). Já fomos até notificados pela diretora do Campus, professora Ione Jatobá Leal, que, caso não encontremos uma residência que atenda a tais condições, ficaremos sem tão salutar incentivo para a sonhada conclusão do curso superior e, devido a isto, a maioria de nós retornará às suas casas com o sonho frustrado. Nós, se quer, dispomos de meios para os deslocamentos necessários, ao passo que a administração do Campus dispõe de veículos oficiais à disposição e da representatividade estatal para a barganha contratual perante o proprietário ou outra pessoa que tenha uma casa para alugar. Assim, fica explicitado o DESCASO com a educação pública e, mais ainda, com aqueles que dependem da ajuda estatal para adquirir uma sólida formação para mudar suas realidades tão sofridas.
- A alimentação, a duras penas, tem de ser totalmente custeada por nós, estudantes, que vimos de famílias carentes, muitas delas, a grande maioria, do sertão da Bahia, cuja manutenção encontra-se na agricultura de subsistência. Assim, até mesmo o pão nos sai deficitário, ao passo que o Campus dispõe de autonomia para contingenciar parte de seus recursos para a compra de cestas básicas para auxílio dos alunos necessitados; e,
- Para selar tamanho descaso com os estudantes da República Universitária do Campus IV, Jacobina, a administração da Uneb permitiu que a Coelba suspendesse o fornecimento de energia elétrica para a referida residência, deixando a todos nós sem energia devido ao não pagamento das contas.
Como se pode ver, o descaso e a falta de respeito para com os estudantes carentes tomou proporções gigantescas. Devido a isto, estamos acampados no pátio central do referido Campus até que os descasos relatados acima, e outros que não foram citados, sejam sanados e, assim, sejamos contemplados com uma postura minimamente digna por parte dos dirigentes estatais incumbidos de resolvê-los.
Comissão de Estudantes da Uneb Campus IV Jacobina.
Estudantes Universitários perguntam: QUEM NÃO PAGOU A CONTA DA ENERGIA?
Desde a noite desta sexta-feira (10/12/2010), cerca de quinze estudantes universitários estão alojados no pátio da UNEB – Campus IV.
Os estudantes alegam que a residência mantida pela UNEB em Jacobina possui uma série de deficiências, inclusive de estrutura física. Porém, a coisa se agravou quando a empresa que fornece energia elétrica interrompeu esse serviço em virtude de uma conta não paga, referente a fornecimento do mês de agosto do corrente ano.
Diante desse fato, os estudantes na manhã desse sábado (11/12/2010), passaram de sala em sala do departamento conclamando professores e alunos a aderirem o movimento em prol de melhores condições de sobrevivência na residência.
Em contra partida, esse está sendo um momento para que todo estudante das universidades públicas, reflita a respeito do descaso em que se encontra a educação do nosso país.
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